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prova empírica apresentada pelo mundo de
hoje demonstra que o sucesso no desenvolvimento
está associado ao respeito pelo direito
de propriedade. A fórmula do liberalismo
de mercado que estimula o progresso - ilustrada
pela Holanda e países anglo-saxônicos
da "Idade da Razão" do século
18 - ficou comprovada pela transformação
da Grã-Bretanha na mais poderosa e rica
nação do mundo, seguida logo depois
pelos EUA. Desse modo, a data de 1776 é
um marco fundamental da modernidade. Mil setecentos
e setenta e seis celebra a independência
americana e a publicação do inquérito
de Adam Smith sobre as causas da riqueza das nações.
Mais de 200 anos depois, os dados estatísticos
confirmam serem os países onde mais solidamente
enraizados se encontram o direito de propriedade
e a livre iniciativa empresarial os que se destacam
na vanguarda da economia mundial.
Não quero apenas mencionar os europeus
- Suíça, Noruega, Luxemburgo, os
mais ricos do mundo -, mas as nações
asiáticas onde tais princípios estão
em vigor. O per capita suíço é
de US$ 37 mil, acima mesmo do americano, e nenhum
povo do mundo concorre com o helvético
na obsessão pelo respeito à propriedade.
Comparem ainda a miséria e a fome da Coréia
do Norte, onde a agricultura foi coletivizada
e a indústria inteiramente dedicada ao
armamentismo, com o per capita da Coréia
do Sul, US$ 18 mil. Essa renda individual já
é mais do dobro da brasileira quando, em
1953, ao término da guerra que a flagelou,
era o país mais carente do que nosso Piorão.
Comparem ainda Luxemburgo, um país especial
de grandes investimentos bancários e empresariais
(per capita de US$ 50 mil), com Sierra Leone,
Somália, Etiópia, Burundi ou Sudão
(entre US$ 500 e US$ 800) - todos sacrificados,
há décadas, por genocídios,
anarquia, guerras civis, fanatismo islâmico
e sangrentas ditaduras totalitárias.
Muita gente graúda, inclusive sacerdotes
da CNB do B, insiste que "os pobres estão
ficando cada vez mais pobres e os ricos mais ricos".
Até a figura respeitável do embaixador
Ricupero, que melhor faria se se mantivesse calado,
repete a tolice. Acontece que os dois países
outrora considerados os mais miseráveis
do mundo, China e Índia, possuem hoje,
em conjunto, 2,4 bilhões de habitantes,
perto de um terço de toda a população
do Planeta, e se colocam como a segunda e quarta
potência econômica do Planeta. A economia
chinesa cresceu tão explosivamente, ao
adotar a fórmula "uma nação,
dois sistemas" e ao permitir a expansão
capitalista acelerada da área litorânea,
que seu PIB ppp. é agora calculado em US$
5,3 trilhões, quase a metade do americano.
Quanto ao da Índia, seria de US$ 2,5 trilhões,
ultrapassando a Alemanha socialista de chanceler
Schroeder.
Para alcançar essa posição
privilegiada, a Índia abandonou as receitas
marxistas, teimosamente impostas pelo partido
do Congresso e pela detestável oligarquia
da família Nehru, experimentando um crescimento
anual médio de 2,7% sob o atual governo
dito "liberal-conservador". Safa-se
do horrendo passado africano Moçambique,
por exemplo, cujo desempenho excepcional lhe tem
permitido um crescimento anual médio de
perto de 7% - enquanto Angola continua estagnada
sob seus antigos dirigentes comunistas do MPLA.
Venezuela, idem, em que pesem os grandiloqüentes
discursos do sargentão bolivariano que
a governa. Todos os dados acima podem ser comprovados
pelo World Development Report, 2003, do Banco
Mundial. O WB publica os indicadores-chaves (key
indicators), como população, crescimento
demográfico, expectativa de vida e índices
de analfabetismo, bem como o PIB segundo o critério
do poder de compra da moeda, PPP (purchasing power
parity). Cuba não figura no relatório
porque dele saiu, envergonhada. Em princípios
dos anos 50, quando pela última vez gozou
de um governo democraticamente eleito sob o presidente
Prio Socarrás, respeitando a propriedade
privada e seguindo as leis do mercado, a ilha
caribenha era mais rica do que o Uruguai e a Argentina
- época em que esses dois países
hispânicos não haviam ainda sido
escarmentados pelo "justicialismo" e
previdencialismo enlouquecidos. Notem ainda o
extraordinário paradoxo de ser a mais rica
entidade regional da Ásia, Hong Kong, uma
antiga colônia da Grã-Bretanha, cuja
renda ela hoje supera. Gozando dos mais admiráveis
índices de prosperidade, liberdade econômica
e respeito pelo direito de propriedade, está
hoje a cidade submetida ao governo de Beidjing,
teoricamente, de partido único maoísta.
Os mais ricos, em suma, são aqueles que
leram Say, Smith, Burke, Bastiat, Ferguson, Bentham,
Tocqueville, Mises, Friedman e Hayek; os mais
pobres, os que sonharam com Rousseau, Mill, Marx,
Marshall, Lenin e Keynes. Povo pobre é
povo burro, dizia Nelson Rodrigues. Bob Fields
acrescentava que a burrice tem um passado glorioso
e um futuro promissor. É isso aí.
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