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Considerações sobre Chávez, Fidel e El Che


Considerações sobre a guerra civil espanhola


Creta e um outro Tsunami

 
 
     

Jornal da Tarde, 03 de março de 2003.
Gulliver e a internet
A guerra agora também acontece no computador.

 
 

A charada da guerra anunciada contra o Iraque é um dos acontecimentos mais característicos e embaraçosos da situação criada pelo processo de globalização, com o desaparecimento do Império comunista após 1989/91. Que houve alguma falha nos preparativos diplomáticos para uma mobilização contra o terrorismo islâmico não me parece haver dúvida. Junto com a gafe política, assumo tenha ocorrido uma falsa estimativa da extraordinária capacidade dos árabes de fingir, mercadejar e mentir, o chamado pazarlik. Familiarizei-me com a técnica em sete anos de estada no Oriente Médio. Ela facultou às Viúvas da Praça Vermelha, empenhadas em torpedear ou pelo menos atrasar a globalização liberal, a possibilidade de reerguer a cabeça após 12 anos de austera e vil tristeza!
Privada da liderança de Moscou, Beidjing ou mesmo Pyongyang, a reação vingativa da esquerda ressentida revela a frustração e a consciência de ausência de alternativas ante o movimento de mundialização que reconhece como incoercível. Comunistas, ecologistas, anarquistas, traficantes, mafiosos, feministas histéricas, políticos frustrados, teólogos da libertação, clérigos pedófilos, professores nervosinhos e jovens mal saídos da puberdade e drogados pelo ipadu dos intelectuais - todos procuram na "comunidade de base" fraterna algo onde derramarem suas mágoas. Mas eis o milagre! Encontraram-no na tecnologia de comunicação pela internet que a globalização, precisamente, lhes proporcionou, esse admirável recurso "virtual" inventado pelos militares americanos, nos anos 60, para finalmente derrubar o "Império do Mal", inferiorizado em seu próprio sistema nervoso!
Destroçado o Leviatã, a multidão de liliputianos vociperambulante tenta agora amordaçar Gulliver do mesmo modo eletrônico.
Tenho recebido inúmeras mensagens denunciando o método com que o pessoal da Nova Esquerda Festiva se mobiliza para eventos como o Fórum Social de Porto Alegre e as manifestações, ditas "pela Paz" - não com pombas brancas picassianas, mas com bandeiras rubras glasnostálgicas. Algumas dicas para os interessados, com a observação que grande número delas são americanas, financiadas pela Ford Foundation, Novib holandesa, Heinrich Böll alemã e outras instituições religiosas (imaginem só!). A Unitedforpeace.org e a ANSWER, congregam milhares de organizações; enquanto o Workers World Party pretende ser uma nova Internacional marxista. De boas fontes estou sendo informado que a estrutura global já congrega mais de cem mil ativistas em cinco mil NGOs e 1.300 seminários, tendo como objetivo, segundo nosso eminente Comendador dos Fiéis (Emir), vulgo Sader, reconstituir na América Latina um novo império comunista sob a liderança do Lulinha pazeamor, das Farc colombianas, do sargentão bolivariano e do barbudo patriarca cubano em seu melancólico outono.

Notáveis entre os dirigentes da organização mundial "virtual" são padres ou pseudo-religiosos católicos, entre os quais o "frei" Betto, Francisco Whitaker, o belga François Houtard, o italiano Ricardo Petrella e jesuítas franceses da CNB do PT de Brasília, o filósofo marxista húngaro Istvan Mészáros que prevê o triunfo do socialismo em neste novo século; na Itália, o gaúcho José Luis Del Roio que fortalece a rádio de esquerda Popolare; em Paris, Bernard Cassen e I. Ramonet, figuras eminentes do Le Monde Diplomatique, mais conhecido como L'Ímmonde. E não esqueçamos tampouco Sally Burch, da Agência Latino-Americana de Informaciones, na realidade uma das fontes mais rasteiras da antiga Dezinformatziya soviética. Um dos websites de maior circulação e capacidade de mobilização é precisamente o americano www.sf.indymedia.org, outros como answer@actionaf.org; www.votenowar.org ou www.internationalanswer.org. Nestes locais e muitos outros os recrutas do Behemonth poderão encontrar outros endereços, úteis para suas badernas.

De nosso lado, dispomos da vantagem de oferecermos a única alternativa a uma imprensa e a uma tevê que, com raras e meritórias exceções, estão quase inteiramente controladas pelos intelectualmente amolecidos esquerdizóides.

Isto nos cria uma enorme oportunidade. Cito logo de entrada a www.midiasemmascara.org, a rededearticulacaoliberal@yahoogrupos.com.br e www.oexpressionista.com.br. Redes privadas de cidadãos indignados que me atrevo a citar, embora à sua revelia. São apcerqueira@terra.com.br; puggina@brturbo.com; lucasmendes@express.com.br; jhpdmyte@uol.com.br; mlucia@sercomtel.com.br e irinna@terra.com.br. De uma brasileira e direto dos Estados Unidos, Millakette, milakette@aol.com e, da situação em Israel e Oriente Médio, sirotski@netvision.net.il. Boa sorte no combate das idéias!