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Desafio Islãmico

Freud, a Kabalá e a "Morte de Deus"

 
 
     

Rio de Janeiro,01/2001
Antropologia e Sociologia da Guerra
Conselho Técnico da Confederação Nacional do Comércio - Rio de Janeiro
Publicado na Carta Mensal, n° 550

 
 

O autor discute a mentalidade teoreticamente belicista do século XIX, como resultado talvez das frustrações e ressentimentos oriundos do final da epopéia napoleônica. O ambiente de rápida expansão industrial e conquista de impérios coloniais na África e Ásia por britânicos, franceses, italianos e alemães, acrescentando-se aos já existentes, holandeses e portugueses, deram à atmosfera fin de siècle, na transição do XIX° para o século XX, um cunho francamente belicista. Um número considerável de teóricos, principalmente alemães, exaltaram as virtudes estupendas da guerra e a heroicidade do guerreiro. Nietzsche teria principalmente apreciado à luz dessa tendência. O resultado foi a grande explosão desastrosa do século XX, com duas guerras mundiais que, só elas, causaram cem milhões de vítimas. Marx destoaria do nacionalismo belicista apenas no sentido que, ao conflito mortal entre nações soberanas, substituiu a luta de classes. Como expressão da luta de classes na Rússia, China, Coréia, Vietnam, Angola, Etiópia, México, Colômbia, Salvador e outros países, o comunismo causou outra centena de milhões de vítimas. Todas essas teorias explicitariam sua dívida à noção de "luta pela vida" que, essencial na teoria da seleção natural de Darwin, foi falaciosamente expandida à sociologia pelo chamado Darwinismo social.

O texto será integrado a uma obra em preparação sobre o Darwinismo, com o título provisório de "Ao Vencedor as Batatas".