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O autor discute a mentalidade teoreticamente
belicista do século XIX, como resultado
talvez das frustrações e ressentimentos
oriundos do final da epopéia napoleônica.
O ambiente de rápida expansão industrial
e conquista de impérios coloniais na África
e Ásia por britânicos, franceses,
italianos e alemães, acrescentando-se aos
já existentes, holandeses e portugueses,
deram à atmosfera fin de siècle,
na transição do XIX° para o
século XX, um cunho francamente belicista.
Um número considerável de teóricos,
principalmente alemães, exaltaram as virtudes
estupendas da guerra e a heroicidade do guerreiro.
Nietzsche teria principalmente apreciado à
luz dessa tendência. O resultado foi a grande
explosão desastrosa do século XX,
com duas guerras mundiais que, só elas,
causaram cem milhões de vítimas.
Marx destoaria do nacionalismo belicista apenas
no sentido que, ao conflito mortal entre nações
soberanas, substituiu a luta de classes. Como
expressão da luta de classes na Rússia,
China, Coréia, Vietnam, Angola, Etiópia,
México, Colômbia, Salvador e outros
países, o comunismo causou outra centena
de milhões de vítimas. Todas essas
teorias explicitariam sua dívida à
noção de "luta pela vida"
que, essencial na teoria da seleção
natural de Darwin, foi falaciosamente expandida
à sociologia pelo chamado Darwinismo social.
O texto será integrado a uma obra em preparação
sobre o Darwinismo, com o título provisório
de "Ao Vencedor as Batatas".
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