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Desafio Islãmico

Freud, a Kabalá e a "Morte de Deus"

 
 
     

Rio de Janeiro,12/2001
Sobre a Revolução Científica do Século XX
Conselho Técnico da Confederação Nacional do Comércio - Rio de Janeiro
Publicado na Carta Mensal, n° 561

 
 

A partir de uma famosa citação do matemático e astrônomo francês, marquês de LaPlace, em conversa com Napoleão, que à pergunta "qual sua opinião sobre a existência de Deus?", respondeu "Sire, nunca precisei dessa hipótese", o autor registra a tese do cientista americano Thomas Kuhn sobre as "Revoluções Científicas do Século XX" que fixam uma visão científica diversa do determinismo absolutista arrogante, oriundo da Teoria mecanicista de Newton e do Iluminismo do século XVIII. Novos "paradigmas" recebem aceitação universal. Três seriam as revoluções:
1) a teoria da Relatividade de Einstein que pressupõe um "espaço curvo" quadri-dimensional, ou seja um espaço-tempo que inclui as três dimensões convencionais do espaço, mais a dimensão do tempo - todas relativas ao observador em movimento);
2) a teoria dos Quanta que salienta particularmente o trabalho do dinamarquês Niels Bohr e dos alemães Max Planck e Heisenberg;
3) a descoberta do Universo em expansão, concretizada finalmente pelo astrônomo americano Edwin Hubble. De Heisenberg, o conceito importante é conhecido como o princípio da Indeterminação. De Hubble, a idéia da um Universo em expansão, acoplada com a Relatividade de Einstein, liquida com a crença dos orientais e da Antiguidade clássica, vigente dogmaticamente desde Aristóteles, de um Universo infinito e eterno. A velha cosmovisão é substituída pela noção que o Universo teve um princípio (no Big-Bang) e é finito, embora ilimitado.

O tema dessa Conferência será integrado numa obra em preparação, de filosofia ´ética, que dará pré-eminência ao ponto de vista subjetivista, recolocando o homem como centro da atenção privilegiada da ciência.