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A partir de uma famosa citação
do matemático e astrônomo francês,
marquês de LaPlace, em conversa com Napoleão,
que à pergunta "qual sua opinião
sobre a existência de Deus?", respondeu
"Sire, nunca precisei dessa hipótese",
o autor registra a tese do cientista americano
Thomas Kuhn sobre as "Revoluções
Científicas do Século XX" que
fixam uma visão científica diversa
do determinismo absolutista arrogante, oriundo
da Teoria mecanicista de Newton e do Iluminismo
do século XVIII. Novos "paradigmas"
recebem aceitação universal. Três
seriam as revoluções:
1) a teoria da Relatividade de Einstein que pressupõe
um "espaço curvo" quadri-dimensional,
ou seja um espaço-tempo que inclui as três
dimensões convencionais do espaço,
mais a dimensão do tempo - todas relativas
ao observador em movimento);
2) a teoria dos Quanta que salienta particularmente
o trabalho do dinamarquês Niels Bohr e dos
alemães Max Planck e Heisenberg;
3) a descoberta do Universo em expansão,
concretizada finalmente pelo astrônomo americano
Edwin Hubble. De Heisenberg, o conceito importante
é conhecido como o princípio da
Indeterminação. De Hubble, a idéia
da um Universo em expansão, acoplada com
a Relatividade de Einstein, liquida com a crença
dos orientais e da Antiguidade clássica,
vigente dogmaticamente desde Aristóteles,
de um Universo infinito e eterno. A velha cosmovisão
é substituída pela noção
que o Universo teve um princípio (no Big-Bang)
e é finito, embora ilimitado.
O tema dessa Conferência será integrado
numa obra em preparação, de filosofia
´ética, que dará pré-eminência
ao ponto de vista subjetivista, recolocando o
homem como centro da atenção privilegiada
da ciência.
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