|
Introdução
No relacionamento oficial entre nações
e pondo de parte o que resulta dos contatos individuais
pelo comércio, a imigração
ou o turismo, usa-se de dois métodos, o
da guerra e o da diplomacia. A guerra é
a política "por outros meios",
acentuava Clausewitz - meios excepcionais, violentos
e perigosos.
No ato III° do Othello de Shakespear (III,
3), proclama o herói as condições
de sua profissão, como comportando a soberba,
a pompa e as circunstâncias de guerra gloriosa.
Othello era militar, um almirante marroquino contratado
por Veneza para a reconquista de Chipre. A frase
famosa me serve de título.
Pride, pomp and circumstances of glorious war!
Na normalidade da paz, porém, usam as nações
de diplomacia. Esta substitui a violência
pela negociação, a cortesia, a astúcia,
o protocolo e a amável sociabilidade. Assim
também os indivíduos, quando se
comunicam fora do círculo estreito de sua
família, trocam idéias, coisas,
mercadorias, serviços - trocam tudo aquilo
que lhes pode ser útil, necessário
ou agradável, no que os grandes economistas
modernos Von Mises e Hayek classificavam como
da essência da economia, a catallaxia, o
termo grego para troca. Após o século
mais sangrento da história, é a
esperança da humanidade que cada vez mais,
global e multilateralmente, possam os indivíduos
e as sociedades pacificamente se inter-relacionar,
tendo como propósito a consecução
dos interesses individuais e coletivos de nossa
existência.
No presente texto, vou me referir ao relacionamento
pacífico entre as nações
- a diplomacia. Ela deve solucionar os problemas
crescentes de cujo enfrentamento depende não
só a prosperidade, mas a própria
sobrevivência da espécie no mundo
global que nos proporcionam os descobrimentos,
a tecnologia, a invenção e a aventura.
Leia
mais
|