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ISBN: 85-85008-66-0
Editora: T.A.Queiroz, editor
Número de páginas: 356
Encadernação: Brochura
Lançamento:1988
 

O Dinossauro
Uma pesquisa sobre o Estado, o Patrimonialismo Selvagem e a Nova Classe de Intelectuais e Burocratas

 

"A burocracia é o despotismo da inércia."
Émile de Girardin

"O déspota moderno é a burocracia."
Jules Michelet

"O aparelho do estado centralizado... engloba o corpo vivo da sociedade civil como uma boa constrictor. Todas as revoluções nada mais fizeram do que aperfeiçoar a máquina estatal em vez de se livrarem desse pesadelo sufocante."
Karl Marx.

"Alhures ainda existem povos e rebanhos, mas não onde vivemos, meus irmãos: aqui há Estados. Estado: Que é isso? Ora então, abri os ouvidos pois agora vos vou falar sobre a morte dos povos. O Estado é o mais frio de todos os monstros frios. Mente friamente e eis a mentira que de sua boca escapa: "Eu, o Estado, sou o povo". Isso é uma mentira! Foram criadores aqueles que criaram os povos e sobre eles estenderam uma fé e um amor: assim serviram a vida. Mas foram aniquiladores os que constroem armadilhas para o maior número e a isso chamam o Estado: sobre eles suspendem um gládio e cem apetites... Onde quer que ainda haja um povo, ele não compreende o Estado e o odeia como um mal-olhado e como um atentado aos costumes e aos direitos... Mas o Estado mente em todas as línguas do bem e do mal; em tudo que diz, mente; e tudo que possui, ele roubou... Somente onde termina o Estado começar o ser humano que não é supérfluo, ali principia o canto da necessidade, a única e inimitável melodia".
Friedrich Nietzsche.

"Sobre essa raça de homens impera um poder imenso e tutelar que se atribui a obrigação exclusiva de gratificá-los e presidir sobre seu destino. Esse poder é absoluto, minucioso, regular, providente e suave. Seria como uma autoridade de pai se, como essa autoridade, fosse seu propósito preparar os homens para a idade adulta; mas ele procura, ao contrário, mantê-los em perpétua infância: contenta-se em que o povo se divirta, contanto que não pense em outra coisa senão divertimento. Para sua felicidade tal governo trabalha com prazer, mas deseja ser o agente único e árbitro exclusivo dessa felicidade...
Assim cada dia torna menos útil e menos freqüente o exercício da livre capacidade do homem; circunscreve a vontade num âmbito cada vez mais estreito e gradualmente priva o homem de todos os usos que, de si mesmo, pode fazer. O princípio da igualdade preparou os homens para essas coisas, os predispôs para suportá-las e freqüentemente para considerá-las como bens."
Aléxis de Tocqueville.