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"A burocracia é o despotismo da inércia."
Émile de Girardin
"O déspota moderno é a burocracia."
Jules Michelet
"O aparelho do estado centralizado... engloba
o corpo vivo da sociedade civil como uma boa
constrictor. Todas as revoluções
nada mais fizeram do que aperfeiçoar a
máquina estatal em vez de se livrarem desse
pesadelo sufocante."
Karl Marx.
"Alhures ainda existem povos e rebanhos,
mas não onde vivemos, meus irmãos:
aqui há Estados. Estado: Que é isso?
Ora então, abri os ouvidos pois agora vos
vou falar sobre a morte dos povos. O Estado é
o mais frio de todos os monstros frios. Mente
friamente e eis a mentira que de sua boca escapa:
"Eu, o Estado, sou o povo". Isso é
uma mentira! Foram criadores aqueles que criaram
os povos e sobre eles estenderam uma fé
e um amor: assim serviram a vida. Mas foram aniquiladores
os que constroem armadilhas para o maior número
e a isso chamam o Estado: sobre eles suspendem
um gládio e cem apetites... Onde quer que
ainda haja um povo, ele não compreende
o Estado e o odeia como um mal-olhado e como um
atentado aos costumes e aos direitos... Mas o
Estado mente em todas as línguas do bem
e do mal; em tudo que diz, mente; e tudo que possui,
ele roubou... Somente onde termina o Estado começar
o ser humano que não é supérfluo,
ali principia o canto da necessidade, a única
e inimitável melodia".
Friedrich Nietzsche.
"Sobre essa raça de homens impera
um poder imenso e tutelar que se atribui a obrigação
exclusiva de gratificá-los e presidir sobre
seu destino. Esse poder é absoluto, minucioso,
regular, providente e suave. Seria como uma autoridade
de pai se, como essa autoridade, fosse seu propósito
preparar os homens para a idade adulta; mas ele
procura, ao contrário, mantê-los
em perpétua infância: contenta-se
em que o povo se divirta, contanto que não
pense em outra coisa senão divertimento.
Para sua felicidade tal governo trabalha com prazer,
mas deseja ser o agente único e árbitro
exclusivo dessa felicidade...
Assim cada dia torna menos útil e menos
freqüente o exercício da livre capacidade
do homem; circunscreve a vontade num âmbito
cada vez mais estreito e gradualmente priva o
homem de todos os usos que, de si mesmo, pode
fazer. O princípio da igualdade preparou
os homens para essas coisas, os predispôs
para suportá-las e freqüentemente
para considerá-las como bens."
Aléxis de Tocqueville.
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